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Mostrando postagens de Novembro, 2013
CANTO DOS PALMARES

Eu canto aos Palmares sem inveja de Virgílio, de Homero e de Camões porque o meu canto é o grito de uma raça em plena luta pela liberdade! Há batidos fortes de bombos e atabaques em pleno sol Há gemidos nas palmeiras soprados pelos ventos Há gritos nas selvas invadidas pelos fugitivos... Eu canto aos Palmares odiando opressores de todos os povos de todas as raças de mão fechada contra todas as tiranias! Fecham minha boca mas deixam abertos os meus olhos Maltratam meu corpo minha consciência se purifica Eu fujo das mãos do maldito senhor! Meu poema libertador é cantado por todos, até pelo rio. Meus irmãos que morreram muitos filhos deixaram e todos sabem plantar e manejar arcos Muitas amadas morreram mas muitas ficaram vivas, dispostas a amar seus ventres crescem e nascem novos seres. O opressor convoca novas forças vem de novo ao meu acampamento... Nova luta. As palmeiras ficam cheias de flechas, os rios cheios de sangue, matam meus irmãos, matam minhas amadas, devastam os meus campos, roubam as nossas…