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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

FÓRUM SOCIAL MUNDIAL COMEÇA HOJE


Nascido em Porto Alegre (RS) há exatos dez anos como reação ao capitalismo neoliberal, o Fórum Social Mundial volta ao berço em uma edição muito mais compacta do que as anteriores e para uma missão diferente. O FSM quer decidir que rumo tomará na próxima década. O movimento, que paralisou o Fórum Econômico Mundial de Davos em 2001, está dividido, basicamente, entre aceitar a participação de governos e partidos políticos ou continuar com um espaço dos movimentos sociais.
Saudado no FSM de 2003 como o primeiro “filho” do movimento anti-globalização a chegar ao poder, o presidente Lula, que frequenta o FSM desde a primeira edição, chegará a Porto Alegre terça-feira para participar da análise e debater com os movimentos sociais os sete anos de seu governo. Outros presidentes de países latinos, que inicialmente iriam a Porto Alegre, estão transferindo as agendas para a edição especial do FSM em Salvador (BA), entre os dias 29 e 31 de janeiro. O presidente eleito do Uruguai, José Mujica, e o vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, participarão de várias atividades paralelas ao fórum.
Ao contrário de outras edições, o FSM não terá em 2010 uma única “cúpula”, mas 27 eventos em vários países ao longo do ano. O mais importante, no entanto, é mesmo o que começa hoje em Porto Alegre, onde estarão vários dos mais renomados animadores do Fórum Social Mundial, como o português Boaventura dos Santos, o egípcio Samir Amin e os franceses Eric Toussaint e Bernard Cassen (leia entrevista na página seguinte), além de Susan George. Estes intelectuais participarão, junto com dezenas de ativistas latino-americanos, de um seminário que, segundo a organização, “examinará os novos desafios da sociedade civil” e tentará “projetar os caminhos futuros do Fórum Social Mundial”.
O objetivo é ambicioso, pois, em dez anos, o Fórum Social Mundial não avançou “da fase de protesto à fase de propostas”, conforme sustentam alguns de seus fundadores, como o espanhol Ignacio Ramonet. Para outros, não foi bem assim. As discórdias internas se dividem segundo os governos da América Latina, principal foco do Fórum Social Mundial. Convivem tendências que vão desde o “bolivarianismo” do presidente venezuelano, Hugo Chávez, até o pragmatismo de Lula e do PT. Outra tendência que cresce no FSM é a linha indígena de Evo Morales, presidente da Bolívia. Chávez e seus apoiadores querem que o FSM se transforme em uma 5ª Internacional Socialista. O PT quer que o FSM simplesmente se abra para a participação direta dos partidos e governos progressistas. Morales, por sua vez, quer que o Fórum se transforme em uma gigantesca Internacional dos Movimentos Sociais.
“Não creio que o FSM deixe de ser um espaço de ideias, focado nos movimentos da sociedade civil, para se tornar qualquer outra coisa. Um Fórum Social de partidos, por exemplo, não é um Fórum Social. Isso não existe. Mas as diferenças estão no DNA do FSM e não seria bom que não existissem”, diz Oded Grajew, um dos criadores do Fórum.
Além do seminário de balanço que será realizado em Porto Alegre, haverá 500 atividades em cidades metropolitanas, como São Leopoldo, Canoas, Sapucaia do Sul, Sapiranga e Novo Hamburgo, e ainda em Santa Maria, na região central gaúcha.

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