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HIP HOP LUZ...

 

De Rio Preto para o mundo e com grandes participações, MC Gra prepara o lançamento do primeiro álbum, neste mês; proposta é manter-se nas raízes do rap e fugir do que o mercado fonográfico procura

Divulgação MC Gra em ensaio fotográfico para álbum de estreia; artista viajou por todo o país para trazer produtores e participações especiais para o primeiro disco, o “Só Termina Quando Acaba” MC Gra em ensaio fotográfico para álbum de estreia; artista viajou por todo o país para trazer produtores e participações especiais para o primeiro disco, o “Só Termina Quando Acaba”
Agência BOM DIA
Entre um projeto e outro, a cantora MC Gra, nascida em Rio Preto, consegue mais destaque na mídia nacional. Com 28 anos, o primeiro clipe dela (da música “Pra Frente”) foi veiculado na MTV e está  no top 10 dos vídeos  mais vistos do site de www.rapnacional.com.br.
A artista, que atualmente grava em São Paulo seu segundo clipe, conversou por telefone com o BOM DIA sobre o primeiro álbum, “Só Acaba Quando Termina”, previsto para ser lançado neste mês. “Fico feliz com tudo o que está acontecendo”, diz.
O álbum conta com oito faixas e grandes nomes do gênero, como KL Jay (DJ do grupo Racionais MC's), Luiz Café, MPC e Nelson Viana (Ragga). “Nunca se juntou tantos grandes nomes para produzir um álbum de rap nacional”, comemora.
MPC produziu a faixa que dá origem ao novo clipe: “Simplesmente”, faixa com pegadas de reggae e  que sugere a mistura de gêneros. “Temos de ouvir de tudo, a música é universal”, acrescenta. Apesar disso, ela procura se manter íntegra na proposta do hip-hop, de compor letras sócio-educativas a jovens.
“Muitos artistas do gênero estão se adaptando para gravadoras”, lamenta. Ela tem propriedade para falar isso. Nascida Graziella Cristina Figueiredo Rillo, aprendeu violão com 12 anos e começou na música em outro  estilo: o punk-rock. “Depois notei que o rap é a forma brasileira de protestar. Isso junto com  a contracultura da capoeira (esporte que a artista é pentacampeã pelos jogos regionais)”, diz.
Sobre a cidade natal, a artista se diz distante do que acontece, já que se mudou para Florianópolis e viaja pelo país para a produção do álbum. “São poucos que se mantivem fazendo rap, só os resistentes.”
No último show em que deveria se apresentar na cidade, na 6ª Semana do Hip-hop (março deste ano), não chegou a concluir nem à segunda música. O motivo é que o lugar não tinha estrutura e alvarás necessários  para apresentações à noite, causando a intervenção da polícia e a paralisação do show. “Não tinha segurança e policiamento. Foi uma vergonha”, desabafa. “A prefeitura deveria ter dado estrutura ao evento. Tivemos  de imprimir, por meios próprios panfletos de qualidade.”
Apesar de ser um evento relacionado à prefeitura e com decreto de lei municipal de 2005, a Secretaria de Cultura, por meio da assessoria, informou que só estava proposto a ajuda na parte do som e que a lei prevê colaboração dos organizadores. Um desses, Wanderson José Ferini, diz que a obrigação do alvará é do Centro de Cultura Vasco da Gama. “O show foi interrompido por causa do barulho durante a noite, mas no dia seguinte o evento ocorreu normalmente.”
Álbum conta com oito faixas e participações como KL Jay, DJ do grupo Racionais MC's

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